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Apresentação Francisco Basso Dias

Em telefonema a Bolsonaro, presidente da Rússia garante envio de fertilizantes ao Brasil

Publicado 27/06/2022 às 02:50

O Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados na produção agrícola, e tem parceria comercial com os russos. Na foto, Bolsonaro (E) e Putin
Foto: Alan Santos/PR

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e do Brasil, Jair Bolsonaro (PL) conversaram nesta segunda-feira (27) sobre a segurança alimentar global e confirmaram a intenção de fortalecer sua parceria estratégica, informou o Kremlin.

Putin garantiu a Bolsonaro em um telefonema que a Rússia cumpriria todas as suas obrigações de fornecer fertilizantes ao Brasil, disse o Kremlin em comunicado.

O ministro de Relações Exteriores, Carlos França, confirmou a conversa entre Bolsonaro e Putin.Segundo o ministro, a conversa ocorreu às 11h desta segunda-feira e contou também com as participações dos ministros de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, e da Agricultura, Marcos Montes.

Fontes da diplomacia brasileira confirmaram o aceno de Putin de não interrupção da exportação de fertilizantes ao Brasil.No acumulado de janeiro a maio, a aquisição de fertilizantes do Brasil alcançou 16,64 milhões, aumento de 16,5% sobre 2021, conforme dados da agência marítima Cargonave.

O Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados na produção agrícola, e tem parceria comercial com os russos, um dos maiores produtores do insumo no mundo.

Em março, a então ministra Tereza Cristina solicitou ao comitê de segurança alimentar da ONU (Organização das Nações Unidas) que fertilizantes não sejam incluídos na lista de sanções à Rússia.

Em videoconferência com representantes da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), a ministra apresentou proposta para que os produtos sejam incluídos na mesma categoria dos alimentos, ou seja, que não tenham a exportação interrompida durante o conflito entre Rússia e Ucrânia.

Na reunião, a ministra salientou que o comércio de fertilizantes é indispensável para garantir a segurança alimentar do mundo e salientou que impedir o comércio do produto pode afetar a disponibilidade de alimentos e gerar uma pressão inflacionária.

Em viagem à Rússia, em 16 de fevereiro, Bolsonaro discursou ao lado de Putin. No encontro, disse que prega a paz e respeita “quem age desta maneira” e que era solidário ao país.

por O Sul