
Um caso inusitado e preocupante foi registrado no interior de Maximiliano de Almeida. O pescador Dionísio Ribicki, de 64 anos, foi atacado por um animal ainda não identificado enquanto pescava nas águas do Rio Ligeiro, na comunidade de Linha Baixo Caçador.
Segundo relato do próprio pescador, o ataque aconteceu na manhã de segunda-feira, 9 de março, por volta das 8h, quando ele estava dentro do rio com a água na altura do peito.
De acordo com Dionísio, o animal surgiu de forma repentina e o puxou para baixo da água. Ele conseguiu reagir ao impulsionar os pés no fundo do rio, retornando à superfície. Pouco depois, sofreu um segundo ataque, desta vez na outra perna.
Durante o confronto, o pescador tentou se defender e chegou a segurar a cabeça do animal, que estava com os dentes cravados em sua perna. Mesmo assim, a criatura continuava puxando com força, aparentemente tentando arrastá-lo novamente para o fundo. Durante a luta, um pedaço de pele e carne foi arrancado da perna da vítima.
O animal permaneceu submerso durante todo o ataque, o que dificultou a identificação. Dionísio relatou apenas ter percebido, ao tocar na cabeça da criatura, que ela possuía um focinho comprido, com cerca de dois palmos.
O pescador descarta que fosse uma capivara, já que os ferimentos foram causados apenas por mordidas, sem sinais de garras. Entre as possibilidades levantadas por moradores estão um animal aquático como uma lontra ou até mesmo algum peixe de grande porte, mas ainda não há confirmação.
Após conseguir escapar, Dionísio subiu em um bote que estava próximo. Mesmo dentro da embarcação, ele ainda percebeu movimentação na água ao redor, indicando que o animal permanecia nas proximidades.
Ferido, o pescador conseguiu chegar até sua casa, localizada a cerca de um quilômetro do local do ataque, e posteFOnteriormente buscou atendimento médico. Ele foi hospitalizado e segue em recuperação. Apesar da gravidade dos ferimentos, nenhuma veia ou artéria foi atingida.
O episódio chamou a atenção da comunidade, já que não há registros de ataques semelhantes no local. O Rio Ligeiro é frequentado há anos por moradores da região, inclusive para banho e lazer.
Diante da situação, moradores e pescadores foram orientados a redobrar os cuidados e evitar entrar na água até que seja possível identificar qual animal provocou o ataque.
O caso segue cercado de mistério e continua sendo comentado entre moradores da região.
Fonte Atual FM.