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Vice-presidente avisa que não pretende renunciar: “Vou até o fim”; Mourão avalia se candidatar a senador ou a deputado federal pelo RS

Publicado 1/08/2021 às 04:09

Comparado pelo presidente a um cunhado “que você tem que aturar” e acusado de “atrapalhar”, vice vai às redes sociais para afastar rumores de que pensa em deixar o cargo.
Foto: Marcos Corrêa/PR

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), foi às redes sociais afirmar que seguirá no governo federal “até o fim”.

Na publicação, o general da reserva ressaltou que é abordado por pessoas em viagens que dizem que votaram na chapa Bolsonaro-Mourão por confiar nele.

 

“Em respeito a essas pessoas e a mim mesmo, pois nunca abandonei uma missão, não importam as intercorrências, sigo neste governo até o fim”, disse.

Apesar de ter negado a possibilidade de renúncia, Mourão disse para uma emissora de TV que não descarta sair candidato em 2022.

O general vem sendo cortejado para a eventual composição de uma chapa ao Planalto composta por ele, novamente na condição de vice, e pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro como candidato a presidente. Mourão também avalia se candidatar a senador ou a deputado federal pelo Rio Grande do Sul.

O general da reserva lembrou que a legislação eleitoral permite ao vice-presidente candidatar-se a outros cargos, preservando o seu mandato, desde que não tenha substituído o presidente nos últimos seis meses antes da eleição. “Pela legislação, não necessito renunciar para ser candidato”, disse.

Na semana passada, o vice-presidente foi aconselhado por um general da reserva muito próximo a ele a renunciar ao cargo. Mourão respondeu que não seria ainda o momento para deixar o governo.

Contraponto

Escanteado por Bolsonaro, que diz que o vice “tem uma independência muito grande e, por vezes, atrapalha”, e que ele é igual a um “cunhado” que “você tem que aturar”, Mourão não se importa mais em fazer declarações que divergem do que pensa o presidente. Recentemente, repudiou veementemente a ideia de não aceitar que o pleito de 2022 seja feito sem voto impresso e contra-atacou ao afirmar que o Brasil “não é uma república de bananas”.

Temer

O ex-presidente Michel Temer (MDB), um dos artífices do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, “sugeriu” que Jair Bolsonaro reconstrua sua relação com Hamilton Mourão. “Não convém brigar com o vice. Não é útil para a Presidência, e é inútil para o País”.

por O Sul