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Famílias de vítimas de tragédia com balão em Praia Grande cobram respostas um ano após acidente

Publicado 18/06/2026 às 11:07

No próximo domingo, completa-se um ano da tragédia com um balão de ar quente em Praia Grande, no Sul de Santa Catarina, que resultou na morte de oito pessoas e deixou outras feridas. Entre as vítimas estavam os erechinenses Juliane Savick e Fábio Izic. Passados quase 12 meses do acidente, familiares seguem em busca de respostas e cobram a responsabilização dos envolvidos.

Para falar sobre o andamento do caso, estiveram nos estúdios a advogada Carolina Fiebig, que acompanha a família das vítimas, e Simone Savick, irmã de Juliane.

Segundo Carolina, o inquérito policial ainda não foi concluído. Ela explicou que, no final do ano passado, houve o não indiciamento do piloto Elvis Crescêncio, mas o Ministério Público solicitou a reabertura das investigações após identificar pontos que ainda precisavam ser esclarecidos.

“Atualmente, novas diligências estão sendo realizadas e aguardamos a definição da data para uma reconstituição dos fatos, considerada fundamental para o esclarecimento do caso”, afirmou a advogada.

A defesa da família entende que o piloto deve ser responsabilizado criminalmente. Conforme Carolina, o entendimento é de que houve negligência e imprudência por parte do condutor do balão.

“Nós entendemos que ele assumiu o risco da atividade e foi a única pessoa que poderia garantir a segurança dos passageiros naquele momento. Por isso, defendemos que ele seja responsabilizado por dolo eventual e levado a júri popular”, destacou.

Questionada sobre a possibilidade de outras responsabilidades, a advogada afirmou que a conclusão das perícias e da reconstituição dos fatos será fundamental para esclarecer se houve falhas na fabricação do equipamento ou em outros aspectos da operação.

Busca por respostas

A irmã de Juliane, Simone Savick, relembrou a dificuldade enfrentada pela família nos momentos que sucederam a tragédia. Segundo ela, a confirmação de que Juliane e Fábio estavam entre as vítimas demorou a chegar e não ocorreu por meio de canais oficiais.

“Foi um momento muito difícil. Tentamos contato com eles, depois buscamos informações junto aos bombeiros, hospitais e órgãos da região, mas demoramos para obter respostas. A confirmação chegou por terceiros”, relatou.

Atualmente, familiares das vítimas mantêm contato constante entre si e também com sobreviventes do acidente. Segundo Simone, todos compartilham o sentimento de falta de respostas e de necessidade de esclarecimento sobre o que realmente aconteceu naquele dia.

Regulamentação e continuidade da atividade

Durante a entrevista, Carolina também comentou sobre a regulamentação dos voos de balão. Embora a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) tenha publicado normas relacionadas à atividade, ela avalia que ainda existem lacunas na regulamentação dos voos turísticos.

A advogada destacou ainda que os passeios de balão continuam sendo realizados normalmente na região de Praia Grande e que o piloto envolvido no acidente segue exercendo a atividade.

Mobilização em memória das vítimas

Para marcar a data de um ano da tragédia, familiares organizam mobilizações em diferentes cidades do Sul do país. Em Erechim, a homenagem ocorrerá neste sábado.

A concentração está marcada para as 17h, em frente ao Seminário Nossa Senhora de Fátima. Na sequência, às 18h30, será celebrada uma missa em memória de Juliane Savick.

Além das ações em Erechim, familiares promovem atos em outras cidades, como Blumenau e Fraiburgo. Também será instalado um outdoor próximo a Praia Grande, financiado por meio de uma campanha entre os familiares das vítimas.

Segundo os organizadores, o objetivo das homenagens é manter viva a memória das vítimas e reforçar o pedido por respostas e justiça.

“Queremos que o caso não seja esquecido. Além de honrar a memória de quem partiu, seguimos buscando esclarecimentos sobre o que aconteceu e a responsabilização dos envolvidos”, concluiu Simone.

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