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Arboreto é campo de prática de pesquisa de Mestrado

Publicado 3/06/2022 às 04:10

 

O mestrando Valdecir Francisco Balestrin apresentou o trabalho intitulado “A prática e o estágio como componentes curriculares e espaço de aprendizagem profissional para estudantes do Ensino Médio”, que foi aprovado. A defesa de dissertação do Mestrado em Educação, do Programa de Pós-Graduação em Educação da URI/FW em nível de Mestrado e Doutorado, foi realizada na segunda-feira (30) e teve como banca o Prof. Dr. Arnaldo Nogaro (Orientador/URI), Prof. Dr. Almir Paulo dos Santos (UFFS) e Profª. Drª. Edite Maria Sudbrack (URI).

A dissertação tem como como objetivo geral diagnosticar e interpretar percepções de egressos do Ensino Médio Técnico do Colégio Agrícola Estadual Ângelo Emílio Grando, de Erechim, a respeito da prática como componente curricular e investigar a relevância do estágio para a vida profissional do estudante.

O trabalho aborda currículo, seus componentes e a prática dentro do currículo. Trata, também, da prática como espaço de formação e a disseminação teoria-prática e a prática no ambiente da pesquisa (Arboreto do Alto Uruguai). O estudo, discorre, ainda, sobre o estágio com abordagem na legislação acerca do assunto (ensino técnico profissionalizante), na formação do estudante do Ensino Técnico de nível Médio, no campo de aprendizagem profissional e no ambiente da pesquisa.

A pesquisa documental, de campo e de natureza qualitativa foi realizada com 20 alunos do Colégio Agrícola, cujo resultado, confirma a importância da prática e do estágio como componentes curriculares e espaço de aprendizagem profissional para estudantes do Ensino Médio Técnico, contemplando os pilares educativo (formação), ecológico (sustentabilidade) e econômico (a viabilidade da pequena e grande propriedade).

Os estudantes entrevistados ratificaram e de forma unânime a contribuição essencial do estágio obrigatório para a formação humana e pessoal, inclusive mencionando que graças ao estágio dificuldades foram superadas, motivando-os a correr atrás dos sonhos e do projeto de vida.

Balestrin definiu sua experiência de ter cursado Mestrado em Educação na URI como desafiadora, instigante e gratificante, pois como professor e supervisor do estágio de estudantes do Ensino Médio Técnico sabe a importância do estudo como credencial para as portas do mundo.

Para o professor Arnaldo, orientador da pesquisa, o trabalho é diferenciado por demonstrar o quanto o estágio pode contribuir para a formação e encaminhamento profissional dos egressos da escola técnica. Já para a professora Edite, a dissertação dialoga com a trajetória e prática profissional do aluno e representa um legado importante para escola, sua memória e história. “Acentuo a descrição do ambiente de pesquisa, denominado Arboreto, sua caracterização e histórico, os parceiros envolvidos e a importância para a região, nomeadamente para escola em questão, enquanto campo de prática. A revisitação histórica do Arboreto, refletido criticamente, atesta a relevância deste espaço formativo, sedimentando a relação teoria e prática”, declarou.

Museu vivo de árvores

Neste domingo (05/06) e Dia Mundial do Meio Ambiente, o primeiro Arboreto do Alto Uruguai completa 26 anos. O espaço foi implantado no dia 05 de junho de 1996 pela Escola Estadual de Ensino Fundamental São José.

Considerado o terceiro maior do Sul do país em espécies introduzidas, segundo dados da Embrapa Floresta, o espaço está localizado no Povoado Sérvia, área rural do Município de Barão de Cotegipe e surgiu da simples vontade de aproveitar melhor o terreno escolar, fazendo algo em prol da natureza e preservando o meio ambiente.

Idealizado pelo engenheiro florestal, Roberto Magnus Ferron, e pelo professor de Silvicultura, Valdecir Francisco Balestrin, o espaço, que tem mais de três hectares, é considerado um museu vivo de árvores e foi desenvolvido tendo como principais objetivos o educativo (estudo), o ecológico (o retorno dos animais na floresta) e o econômico (o valor imensurável da floresta).

Atualmente mantido pelo Colégio Agrícola Estadual Ângelo Emílio Grando, o Arboreto conta com mais de 200 espécies de árvores sendo a maioria nativas brasileiras em vias de extinção, como a canjerana, o cedro, a grápia e a tarumã, mas, também, com uma significativa coleção de árvores exóticas de outros países, como por exemplo, a Teca, da Índia; Liquindambar Americano, Quiri, da China; Sequoia, a árvore maior do mundo, e o Carvalho Europeu, entre outras.

Além das propostas educativas, o espaço serve para o desenvolvimento de pesquisas científicas, abrigo para fauna local e outros fins. O manejo, os tratos culturais e o estudo de cada espécie das árvores do Arboreto são realizados mensalmente pelos alunos do 2º ano da disciplina de Silvicultura do Curso de Técnico Agropecuária Integrado Ensino Médio do Colégio Agrícola Estadual Ângelo Emílio Grando.