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Bolsonaro afirma que tem vontade de privatizar a Petrobras e que estuda viabilidade com equipe

Publicado 14/10/2021 às 11:25

Bolsonaro falou que o governo federal mantém os valores dos impostos federais inalterados desde 2019 | Foto: Alan Santos / Palácio do Planalto / Divulgação / CP

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que tem conversado com integrantes de seu governo para verificar a viabilidade de privatizar a Petrobras. “Tenho vontade de privatizar a Petrobras. Estou conversando com a equipe. Porque quando aumenta a gasolina, a culpa é minha. Quando aumenta o gás, a culpa é minha”, disse.

A declaração foi feita durante uma live nas redes sociais, na manhã desta quinta-feira (14). O presidente falou que o governo federal mantém os valores dos impostos federais inalterados desde janeiro de 2019, mas que os governadores têm aumentado o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) durante a pandemia.

“Você sabe quanto é o ICMS no seu estado? É um percentual fixo. E toda vez que varia o preço do combustível, apesar de o percentual ser fixo, ele equivale a mais dinheiro para o governador. Ele não incide em cima do preço na refinaria ou no preço da usina. Ele incide em tudo, inclusive há bitributação em cima disso. O ICMS incide em cima do imposto federal, em cima da margem de lucro do dono do posto de combustível, em cima das distribuidoras.”

Bolsonaro agradeceu ao presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL), pela aprovação do projeto que vai possibilitar a redução no preço dos combustíveis. Ele disse que houve modificação no projeto enviado pelo Planalto, mas que a aprovação da proposta vai permitir baixar os valores ao consumidor.

“Ontem a Câmara aprovou um projeto, eu mandei um projeto para lá, modificaram, não é o que eu queria, mas aprovou, mas vai ajudar, uma vez passando no Senado, a previsão é baixar em média 7% nos preços dos combustíveis. É a previsão. Mas dá para baixar muito mais.”

Para ele, quem defendeu o “fique em casa” durante a pandemia é também responsável pela crise econômica em todo o mundo e pela alta de preços dos combustíveis e de alimentos, como a carne.

‘Notícia bomba’

Durante a live, Bolsoanro afirmou que uma “notícia-bomba” sobre a eficácia da ivermectina e da cloroquina contra a Covid-19 deve ser divulgada nos próximos dias. “Vamos ter uma notícia- bomba sobre ivermetictina e hidroxicloroquina. Não posso falar ainda, mas está sendo feito um estudo aí que vai mostrar, como a gente diz, matar a cobra e mostrar o pau nesta questão. Dezenas de milhares de pessoas, centenas de milhares de pessoas podiam estar vivas hoje em dia se fizessem o tratamento precoce. Geralmente quem não fez nada é que morreu”, afirmou.

O presidente declarou que o tratamento precoce, comprovadamente ineficaz, pode ser um aliado para impedir que um paciente que contraia Covid morra. Ele citou o uso de cloroquina para prevenção de malária para soldados que vão para áreas como a Amazônia.

Durante a live, Bolsonaro disse que não é negacionista nem “terraplanista”. Ele defendeu que a decisão de tomar a vacina contra Covid seja individual, que respeita quem deseja se imunizar, mas que há produtos que não têm eficácia comprovada. “A vacina ainda é uma interrogação”, disse.

“A Coronavac está comprovada cientificamente? E essas pessoas que contraíram a doença? Por que eu tenho mais anticorpos que pessoas vacinadas? Por que essa obsessão? Será que o lobby da vacina está presente aqui?”, questionou.

Para o presidente, quando chegou ao mercado a vacina foi oferecida a um preço acima do real valor. “Depois de aprovada, com 50,38% a nota, a vacina [Coronavac] foi vendida a US$ 10 [a dose]. Agora a empresa chinesa ofereceu a US$ 5. Estamos investigando o porquê desse preço. Caiu ou era superfaturado pelo Butantan”, disse.

O “passaporte da vacina”, exigido para cultos e missas com público superior a 300 fiéis, também foi alvo de críticas de Bolsonaro. O presidente declarou que a medida é ineficaz porque as pessoas que ficam impedidas de frequentar os templos religiosos acabam se expondo ao utilizar outros espaços públicos, como o transporte público e as arenas esportivas.

“Quando os irmãos vão para a igreja, quando vão para casa, no trem, no ônibus, tem esse cuidado também? Estamos vendo os estádio do Brasil superlotados. Ou seja, desde o começo eu falava que tinha que enfrentar o vírus. Não adianta correr. Mais cedo ou mais tarde, você vai acabar pegando. Tem que enfrentar”, afirmou.

por CP