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Apresentação
Eliane Santolin

Brasil registra 140 casos confirmados de mpox em 2026; São Paulo concentra maioria das ocorrências

Publicado 11/03/2026 às 07:27

O Brasil já contabiliza 140 casos confirmados de mpox em 2026, conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Até o momento, não há registro de mortes relacionadas à doença no país neste ano.

Além dos casos confirmados, o levantamento aponta 539 casos suspeitos e 9 considerados prováveis, que seguem em investigação pelas autoridades sanitárias.

A mpox — anteriormente conhecida como varíola dos macacos — é causada por um vírus identificado inicialmente em primatas e investigado em laboratórios como o National Institute of Allergy and Infectious Diseases. A enfermidade pertence ao mesmo grupo da varíola humana, embora geralmente apresente menor taxa de letalidade.

Casos por mês

Os registros mostram que os diagnósticos vêm ocorrendo desde o início do ano:

Janeiro: 68 casos confirmados e prováveis

Fevereiro: 70 casos

Março: 11 casos confirmados até o momento

Estados com mais registros

O estado de São Paulo concentra a grande maioria dos casos, seguido pelo Rio de Janeiro. Veja a distribuição das confirmações por unidade da federação:

São Paulo – 93

Rio de Janeiro – 18

Rondônia – 11

Minas Gerais – 11

Rio Grande do Norte – 3

Rio Grande do Sul – 3

Santa Catarina – 3

Paraná – 2

Amapá – 1

Ceará – 1

Distrito Federal – 1

Sergipe – 1

O que é a mpox

A Mpox é uma doença viral zoonótica, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos. No entanto, a transmissão também ocorre entre pessoas, principalmente por meio de contato direto com:

lesões na pele

fluidos corporais

secreções respiratórias

objetos contaminados, como roupas ou toalhas

Sintomas mais comuns

Entre os principais sinais e sintomas da doença estão:

erupções cutâneas ou lesões na pele

aumento dos linfonodos (ínguas)

febre

dor de cabeça

dores musculares

calafrios

cansaço ou fraqueza

Orientação das autoridades de saúde

O Ministério da Saúde orienta que pessoas com sintomas compatíveis procurem uma unidade de saúde para avaliação médica. Também é recomendado evitar contato próximo com outras pessoas até que haja diagnóstico e orientação profissional.

As autoridades seguem monitorando os casos no país para evitar novos surtos e reforçam a importância da vigilância epidemiológica e do diagnóstico precoce.
Fonte: Jornal O Sul
Imagem: Niaid/Divulgação

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