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Chuvas serão irregulares durante o verão no Estado

Publicado 6/01/2021 às 07:33

A falta de chuvas, que já atrapalhou o início da safra 2020/2021, poderá persistir em algumas regiões do Estado ao longo do verão. A meteorologista da Metsul, Estael Sias, lembra que o fenômeno La Niña (resfriamento do Oceano Pacífico na zona equatorial) segue ativo e manterá o padrão de chuvas mais irregulares do que o normal, com tendência de seca em partes do Rio Grande do Sul. “Entre fevereiro e março, a estiagem poderá ser mais severa”, prevê. A informação preocupa os produtores de grãos, que já contabilizam perdas em lavouras de milho plantadas mais cedo e que tiveram que atrasar a semeadura da soja durante a primavera de 2020.

Segundo a meteorologista, em janeiro se espera que o volume de chuvas fique entre 150 e 170 milímetros no Estado. A expectativa é de precipitação próxima ou um pouco acima da média na Metade Norte e abaixo da média no Oeste, Campanha e Zona Sul, regiões onde já costuma chover menos. Na fronteira com o Uruguai, Estael lembra que a média é de em torno de 100 milímetros no mês.

Chuvas irregulares e mal distribuídas devem ocorrer após dias de forte calor | Foto: FELIPE DORNELES / Divulgação

O meteorologista da Secretaria da Agricultura, Flávio Varone – que diz que os próximos dias terão comportamento típico de verão, com chuvas irregulares e mal distribuídas, depois de dias de forte calor –, concorda que na Fronteira Oeste, Campanha e Sul a preocupação é maior em função da previsão de períodos mais secos. Ele lembra ainda que as altas temperaturas aumentam a condição de evaporação da umidade. “Este é um fator de atenção, o balanço entre o que chove e o que evapora tem que ser positivo”, aponta.

Nas próximas semanas também são esperados temporais com vendavais e granizo de curta duração associados ao calor. A temperatura, segundo a Metsul, ficará ao redor da média para a época, mas, a exemplo dos últimos dias, poderá haver presença de ar frio circulando no Estado e deixando as noites, madrugadas e manhãs com padrões abaixo da média. Estael alerta que a temperatura abaixo dos 15 graus pode ser ruim para a cultura do arroz. “Por outro lado, a insolação alta é fundamental para o desenvolvimento da lavoura”, observa.

Por CP

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