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Apresentação
Paulo Frizzo

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de filho de Lula e sessão termina em confusão

Publicado 27/02/2026 às 08:10

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão foi tomada durante sessão marcada por tumulto no Congresso Nacional. Após a votação, parlamentares governistas se dirigiram à mesa diretora para contestar o resultado, dando início a empurra-empurra e troca de agressões. Segundo relatos, alguns socos foram desferidos e deputados precisaram ser separados.

Confusão após votação

Entre os envolvidos na discussão estavam os deputados Rogério Corrêa (PT-MG), Alfredo Gaspar (União-AL), Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). Luiz Lima afirmou ter sido atingido por um soco. Rogério Corrêa admitiu ter acertado o parlamentar no momento em que era empurrado e, posteriormente, pediu desculpas.

O deputado Paulo Pimenta solicitou a anulação da votação, alegando erro na contagem. Segundo ele, o resultado anunciado — 14 votos a 7 — não refletiria corretamente o contraste entre maioria e minoria no plenário. O pedido foi rejeitado pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana, que manteve o resultado e afirmou que a contagem foi realizada duas vezes.

Outros requerimentos aprovados

A CPMI também aprovou a convocação de Gustavo Gaspar, ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, para prestarem depoimento. Além disso, foi autorizada a quebra de sigilo bancário e fiscal do Banco Master.

Justificativa da medida

De acordo com o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, a quebra de sigilo de Lulinha foi motivada por suspeitas de que ele teria atuado como “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

O nome de Fábio Luís já foi alvo de investigações em anos anteriores. Formado em Biologia pela Universidade Paulista (Unip), ele ganhou notoriedade no cenário político ao se tornar sócio da empresa Gamecorp — posteriormente rebatizada como G4 Entretenimento — que firmou contratos com empresas do setor de telecomunicações, como a Telemar/Oi, durante os primeiros mandatos do presidente Lula.

A CPMI segue com a análise de documentos, oitivas e novas deliberações nos próximos dias.
Fonte: Jornal o Sul.

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