Em ótima companhia em qualquer lugar
Rádio Difusão, a sua melhor escolha
Sintonize conosco e fique por dentro de tudo
Ouça os melhores lançamentos musicais
Flash Back
Apresentação
J. Carlos Nicolai
Mensageiro Gaúcho
Amílton Drews

Dezembro terá chuvas abaixo da média, revela engenheiro agrônomo da Embrapa

Publicado 25/11/2021 às 08:37

Assim como foi no ano passado, mais uma vez os produtores enfrentam dificuldades para a implantação das lavouras de soja na Região Sul. Nas safras passadas, o excesso de chuvas no momento da semeadura dificultou o estabelecimento da soja. Agora, assim como em 2020, a falta de umidade no solo em função do deficit hídrico faz produtores ficarem atentos ao melhor momento para fazer a semeadura sem comprometer a germinação das lavouras.

Em entrevista na Uirapuru, o engenheiro agrônomo da Embrapa Trigo, Marcelo Klein, fez uma análise do prospecto climático dos últimos 3 meses. Segundo Klein, em setembro tivemos 201 milímetros de chuva, sendo que a média histórica é 197. Em outubro tivemos 173 milímetros, com 153 de média histórica, ou seja, números acima. No entanto, agora em novembro a média, que costumava ser de 131 milímetros, até a data de hoje atingiu apenas 30 milímetros de chuva, o que preocupa os produtores.

Conforme o engenheiro agrônomo, o prognóstico climático para os próximos 6 meses é parecido com o ano passado. Já o prognóstico da safra de soja mostra avanço. Segundo Klein, neste mesmo período tínhamos apenas 34% da área de soja semeada no Estado em 2020 e neste ano esse número já chega a 65%, ou seja, a semeadura da soja está bem adiantada. Na questão do clima, ele afirma que dezembro, assim como novembro, deverá ter chuvas abaixo da média. Em janeiro, segundo ele, este cenário muda e a médica volta a subir, para, a partir de fevereiro, baixar novamente.

O engenheiro agrônomo da Embrapa conta ainda que, até o momento, houve boas janelas para semeadura de soja na região e muitos produtores aproveitaram elas para ter bons resultados.

Outro fato positivo que ele destaca é que em 2021 não houve mortes de plantas por excesso de chuvas. Por isso, apesar da condição um pouco mais seca que estamos vivendo, Klein afirma que também é preciso olhar para as questões positivas que este clima proporcionou.

por RD Uirapuru