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Estudo sobre coronavírus no RS inicia 2ª fase de testes rápidos neste sábado, 25 de abril

Publicado 24/04/2020 às 01:23
Imagem: Secom RS

Imagem: Secom RS

O primeiro estudo para levantar a proporção de casos de coronavírus na população do Rio Grande do Sul inicia a segunda fase da pesquisa neste fim de semana. A meta é realizar 4,5 mil testes rápidos e entrevistas em nove cidades gaúchas, incluindo Porto Alegre, entre sábado (25/4) e a segunda-feira (27/4).

A pesquisa inédita, encomendada pelo governo do Estado à Universidade Federal de Pelotas (UFPel), vai mapear os casos de coronavírus no Estado, avaliar a velocidade de disseminação e fornecer subsídios para estratégias de saúde pública baseadas em evidências científicas.

“O grande diferencial de nosso estudo é fazer o levantamento global de quantas pessoas já tiveram contato com o vírus, independentemente de apresentarem sintomas, além de acompanhar a evolução quinzenal do contágio no Estado”, afirma o coordenador-geral da pesquisa e reitor da UFPel, Pedro Hallal. “Essa segunda etapa vai permitir uma compreensão mais clara do avanço do vírus em diferentes regiões.”

O cronograma da pesquisa tem quatro rodadas de exames e entrevistas, realizadas em intervalo de duas semanas entre cada uma. A segunda fase acontece exatamente 15 dias depois da primeira, ocorrida no período da Páscoa, de 11 a 13 de abril.

As próximas fases estão programadas para 9 a 11 de maio e 23 a 25 de maio. Segundo o Estado, a ideia surgiu nas discussões do Comitê de Análise de Dados sobre a Pandemia, instituído pelo governador Eduardo Leite, e que tem no comando a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos.

Primeira etapa
Os resultados da primeira etapa da pesquisa por amostragem foram apresentados no dia 15 de abril, durante entrevista coletiva de imprensa do governador, no Palácio Piratini. O trabalho estimou que 5.650 pessoas já estivessem contaminadas pela Covid-19. As projeções levaram em conta o resultado de 4.189 testes aplicados e apontavam para uma relação de um caso para cada grupo de 2 mil habitantes.

Dos testes aplicados, dois casos deram positivo para a Covid-19, o que representa 0,05%. A pesquisa mostrou também que, para cada diagnóstico do coronavírus nesses municípios, existem outros quatro casos não notificados. Na virada do mês, o RS tinha 389 casos confirmados (em 1°/4).

Rede de universidades
Para realizar as entrevistas e testes rápidos para a Covid-19 na população, entrevistadores da pesquisa irão visitar 500 domicílios no fim de semana em cada uma das cidades sentinela das regiões demográficas do RS, segundo critérios do IBGE: Pelotas, Porto Alegre, Canoas, Santa Maria, Uruguaiana, Santa Cruz do Sul, Ijuí, Passo Fundo e Caxias do Sul.

Em cada município, serão sorteados aleatoriamente os domicílios que entram no estudo. E em cada residência, um novo sorteio determina o morador que realizará o teste rápido.

“É muito importante que os moradores recebam os entrevistadores e participem do estudo para que possamos coletar as informações necessárias e estimar a real dimensão do coronavírus na população”, afirma a epidemiologista Mariângela Silveira, que integra a comissão de pesquisa na UFPel.

Apoio de órgãos de segurança
De acordo com o governo estadual, todos os entrevistadores – profissionais voluntários da área de saúde – têm identificação do estudo e vestem Equipamentos de Proteção Individual – máscaras, óculos, luvas e jalecos.

A pesquisa tem o apoio das secretarias de Saúde, Centros de Vigilância Epidemiológica e órgãos de Segurança Pública dos municípios. “Sabemos que muitos moradores têm receios de golpes. Em caso de dúvida, pedimos que liguem para o telefone da Brigada Militar ou Guarda Municipal para verificar a abordagem em suas casas. Esses órgãos também estão informados sobre os locais de atuação da pesquisa”, completa a pesquisadora.

Durante a visita, os entrevistadores aplicam um breve questionário e coletam uma amostra de sangue (uma gota) da ponta do dedo do participante, que será analisada pelo aparelho de teste em 15 minutos. O teste rápido detecta a presença de anticorpos, que são defesas produzidas pelo organismo somente depois de sete a dez dias da data de contágio pelo vírus. Dentro desse período, o resultado pode apontar negativo, mesmo que a pessoa tenha contraído o coronavírus. Em caso de resultado positivo, os participantes recebem um informativo com orientações e, em seguida, são contatados para acompanhamento e suporte da secretaria de saúde local.

Parceiros
O estudo coordenado pela UFPel mobiliza uma rede de 12 instituições de ensino superior públicas e privadas: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Pampa (Unipampa/Uruguaiana), Universidade de Caxias do Sul (UCS), Imed, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS/Passo Fundo), Universidade de Passo Fundo (UPF) e Universidade La Salle (Unilasalle).

O custo do estudo, de R$ 1,5 milhão, tem financiamento da Unimed Porto Alegre, do Instituto Cultural Floresta, também da capital, e do Instituto Serrapilheira, do Rio de Janeiro. O Ministério da Saúde igualmente apoia o trabalho, disponibilizando os testes.

Para acessar a apresentação sobre o estudo de prevalência da Covid-19 no RS, clique aqui.

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