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Matéria-prima para Fiocruz produzir vacina de Oxford chega ao país no sábado, diz ministério

Publicado 4/02/2021 às 04:44

Foto: Reprodução VEJA

O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (4) que deve chegar ao Brasil, na tarde deste sábado (6), o primeiro lote de matéria-prima para a fabricação da vacina de Oxford/Astrazeneca pelo Instituto Fiocruz.

Essa primeira remessa do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) fabricado na China deveria ter sido entregue ainda em janeiro, mas houve atrasos na liberação do produto pelos chineses. Especialistas apontam influência de uma “crise diplomática” entre Brasil e China – o governo Jair Bolsonaro nega.

O material enviado nesse primeiro lote é suficiente para que o Brasil produza até 7,5 milhões de doses. Outras 13 remessas do princípio ativo estão previstas em contrato, uma a cada duas semanas.

Segundo o Ministério da Saúde, o IFA sairá de Xangai às 20h35 desta quinta-feira, no horário de Brasília, e deve chegar ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (RIOGaleão) às 17h50 de sábado. O governo pretende divulgar mais detalhes nesta sexta (5).

Na terça (2), o Jornal Nacional mostrou que o atraso na chegada desse ingrediente vai alterar o cronograma de produção das doses, segundo informou a própria Fiocruz. A previsão final se mantém: serão 100 milhões de doses da vacina de Oxford produzidas em solo brasileiro até o fim de julho.

A fábrica da fundação é capaz de produzir até 1,4 milhão de doses por dia, mas o Brasil ainda não consegue fabricar o princípio ativo das vacinas, que requer a manipulação do vírus. Essa tecnologia ainda será “absorvida” pelo Brasil nos próximos meses.

No último dia 25, os governos do Brasil e da China já haviam anunciado a liberação de um lote de matéria-prima para a fabricação de outra vacina, a CoronaVac, produzida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Até aquele momento, o insumo direcionado à Fiocruz seguia travado.

Vacina de Oxford

A vacina de Oxford contra a Covid-19 pode ter a capacidade de reduzir em até 67,6% a transmissão do novo coronavírus, apontaram cientistas da universidade em um estudo preliminar divulgado na terça

A pesquisa está em fase de revisão por outros cientistas para ser publicada na revista “The Lancet”, uma das mais importantes do mundo.

É a primeira vez em que um estudo de fase 3 de uma vacina contra a Covid leva em conta os casos assintomáticos da doença. Esse dado ajuda a entender o quanto ela pode ajudar a reduzir a transmissão do coronavírus.

Os resultados foram calculados a partir de dados de 17.177 voluntários em três estudos separados (no Reino Unido, no Brasil e na África do Sul). Deles, 8.597 tomaram a vacina e 8.580 não tomaram (grupo controle).

Por G1

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