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Ministério da Saúde confirma 4ª dose contra Covid-19 para público acima de 40 anos

Publicado 20/06/2022 às 03:04

Ministério da Saúde amplia reforço de vacinação contra Covid-19 | Foto: Guilherme Almeida

O Ministério da Saúde ampliou a quarta dose contra a Covid-19 para pessoas acima de 40 anos. Em transmissão nesta segunda-feira, a pasta apresentou um balanço de imunizados contra a doença no Brasil. Segundo o governo, o intervalo entre as doses de reforço permanece de quatro meses entre uma e outra, e as vacinas recomendadas para reforço são AstraZeneca, Pfizer e Janssen.

Até o momento, o governo federal havia liberado a quarta dose de vacinação para pessoas acima dos 50 anos, além de imunossuprimidos e trabalhadores da saúde.

Imagem: Youtube / Reprodução / CP

Para quem iniciou o esquema vacinal com Janssen, o governo liberou mais doses de reforço, com as mesmas vacinas recomenadas, ficando desta forma a imunização:

• 18 a 39 anos: podem tomar segundo reforço (terceira dose)
• 40 anos ou mais: podem tomar terceiro reforço (quarta dose)

 

Em entrevista coletiva, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou que o Ministério acredita que a vacinação contra a Covid-19 fará parte do cronograma do PNI (Programa Nacional de Imunizações), mas ainda não dá para saber quando será.

“Todas as vacinas que fazem parte do PNI são vacinas que temos total segurança da regularidade, sazionalidade e do entendimento da doença como um todo. Cremos e provavelmente vai acontecer que a vacina contra a Covid-19 vá entrar no PNI. Essa é uma discussão que temos na Setae. Mas precisamos ter mais clareza do público alvo, qual é a posologia para diversos grupos alvos, quer seja por morbidade ou por idade, para que isso seja efetivamente incorporado ao PNI”, afirmou Medeiros.

Sobre a possibilidade de a faixa etária de 18 a 39 anos também receber a quarta dose de vacina, o secretário informou que o Ministério “está em contínuas conversas e discussões com Cetai [Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19] e vamos ampliando [as faixas etárias] cada vez mais na medida que tivermos evidências científicas nesse sentido.”

Doses em atraso

Dados detalhados esta manhã, pela diretora do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, Cássia Rangel, revelam que, em todo o país, quase 22 milhões de pessoas aptas a serem imunizadas receberam apenas uma dose das vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Entre janeiro de 2021 e o último dia 10, o governo federal distribuiu 519.838.281 doses de vacinas contra a covid-19. Deste total, 17.965.980 doses foram fornecidas à rede de saúde, este ano, para imunizar crianças entre cinco e onze anos de idade. Nesta faixa etária, 62% das crianças já receberam a primeira dose, mas apenas 38% tomaram a segunda dose.

Já entre a população de 12 a 17 anos, para a qual também já foi disponibilizada a primeira dose de reforço, apenas cerca de 5% completou o ciclo vacinal – ainda que 91% do grupo tenha recebido a primeira dose regular.

No total, 62,7 milhões de pessoas já poderiam ter tomado a primeira dose de reforço – dentre as quais, 16,76 milhões têm entre 18 e 29 anos, faixa etária na qual 5,54 milhões de indivíduos ainda não receberam sequer a segunda dose regular. Aproximadamente 27,12 milhões de pessoas com mais de 50 anos ainda não retornaram aos postos de vacinação para receber a segunda dose de reforço.

“Acho que o mais importante é mostrarmos as doses que estão em atraso”, destacou Cássia Rangel.

No início do ano, quando o país enfrentava a primeira onda da variante Ômicron, o Ministério da Saúde constatou que pessoas não vacinadas estavam entre seis e nove vezes mais suscetíveis, de acordo com a faixa etária, a desenvolver manifestações graves da doença na comparação com pessoas imunizadas.

“Em todas as faixas etárias, temos um perfil muito parecido entre vacinados e não vacinados. Os vacinados [com ao menos duas doses de um imunizante] tiveram muito menos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave [SRAG] em relação aos não vacinados, o que demonstra claramente um efeito protetor das vacinas”, disse a diretora.

por R7