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NOTA DA AMAU
– Bandeira laranja: precisamos da colaboração de todos

Publicado 15/07/2020 às 03:59

gráfico 1
O Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus da Associação de Municípios do Alto Uruguai (AMAU) vem realizando um levantando regional para traçar as estratégias e ações de enfrentamento a Covid-19.

O comitê vem monitorando 34 municípios (32 da AMAU e mais Nonoai e Rio dos Índios, da Região 16 – Alto Uruguai Gaúcho), mediante informações oriundas das próprias secretarias de Saúde. Estão sendo alvo de análise, na periodicidade de três vezes por semana (segunda, quarta e sexta-feira), os seguintes indicadores: casos positivos, recuperados, ativos, taxa de recuperação, óbitos, letalidade, disseminação per capita, municípios com casos e sem casos, surtos estabilizados, municípios sem internação e óbitos, entre outros.

A partir do próximo boletim, o comitê começa a sistematizar, também, dados de ocupação dos hospitais da Região 16, que possuem leitos clínicos habilitados para internação da Covid-19.

Municípios
Segundo o último levantamento (13/07), o mapa aponta que do total dos 34 municípios, 33 já apresentam casos positivos para o novo coronavírus. Também aponta que nove municípios não apresentam mais casos positivos há 14 dias, o que dá um percentual de 29,41%. “Os municípios estão fazendo a sua parte, considerando que vários conseguiram estabilizar a situação”, pontua Arpini.

Casos
Segundo os últimos levantamentos os casos na região estão numa linha ascendente, partindo de 82 para 1.374 (13/07). A região possui 1.374 casos que testaram positivo para o novo coronavírus e, destes, 1.252 recuperados, estando com 106 casos ativos. Com relação aos óbitos a região contabiliza, infelizmente, 16 óbitos, em 10 cidades.

A nossa taxa de recuperação está na ordem 91,12%, a maior aferição desde março de 2020. Com relação à letalidade o indicador aponta 1,164. Quando comparamos os indicadores com o Estado, verificamos que estamos em patamares aceitáveis, sendo 85% e 2,6 respectivamente.

“Para o universo de 34 cidades e 240 mil habitantes, nosso indicador de casos ativos, na ordem de 106, é aceitável e demonstra que nossas ações regionais e integradas estão surtindo efeitos”, argumenta Jackson Arpini, integrante do Comitê.

Taxa de Ocupação
O Comitê Regional vem sistematizando a taxa de ocupação das alas Covid dos hospitais que possuem Unidade de Terapia Intensiva, sendo Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim e Hospital de Caridade. Até a presente data, a taxa de ocupação não ultrapassou o indicador de 50% e está previsto uma ampliação da capacidade de UTI do hospital público, em 50%, com mais cinco leitos. Segundo dados de 13/07, a ocupação de UTI é de 47,83% e de leitos clínicos 29,27%.

Próximas Análises
Para ampliar a base de dados, no sentido de estarmos mais fundamentados e preparados na mensuração dos dados, o Comitê passará a monitorar, também, os leitos dos hospitais regionais habilitados para internação em Covid,. São os dos seguintes municípios: Aratiba, Severiano de Almeida, Viadutos, Gaurama, Campinas do Sul, Nonoai, Estação, Erval Grande, Marcelino Ramos e Getúlio Vargas.

Segundo Arpini, a leitura terá por finalidade avaliar a capacidade física instalada, considerando que já temos um razoável período para comparativos, considerando que o primeiro caso positivo para o Covid-19 foi confirmado em 19 de março de 2020, pela 11ª CRS.

Os novos indicadores permitirão avaliações e reflexões sobre a taxa de ocupação na região da AMAU e R16 – Alto Uruguai Gaúcho e vêm ao encontro de um dos itens avaliados pelo Modelo de Distanciamento Controlado, que diz respeito à capacidade de atendimento hospitalar.

Cruzada Regional
O Comitê está realizando uma Cruzada Regional de Sensibilização e Conscientização da população regional, com a veiculação de várias vinhetas nas rádios da região sobre as medidas de prevenção preconizadas para o momento. O  propósito é massificar a importância da prevenção nesse cenário pandêmico.

Bandeira, Estado e ação da comunidade regional
Conforme o grau de risco em saúde, cada região (20 regiões) recebe uma bandeira na cor amarela, laranja, vermelha ou preta, de acordo com o Modelo de Distanciamento Controlado do Governo do Estado. O monitoramento é semanal e a divulgação da bandeira ocorre na sexta feira, com espaço para apresentação de pedido de reconsideração até domingo e divulgação do resultado na segunda-feira.

Nas últimas três semanas, conseguimos ter acolhidos nossos pedidos de reconsideração, mas precisamos ter presente que a coloração da bandeira está atrelada à atuação, reação e adesão da comunidade às medidas de prevenção. “Só assim, atuando em sintonia e em equipe, teremos chance de permanecer na coloração laranja, que significa médio risco”, reforça Arpini.

A manutenção da bandeira laranja, que significa médio risco, permite um olhar prioritário para a saúde, nosso bem maior, mas, também, para os setores produtivos, tendo em vista que essa cor permite flexibilização de alguns serviços.

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