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Parque Histórico Nacional das Missões recebe obras de conservação

Publicado 24/06/2020 às 04:24
Sao Joao Batista, sitio tombado na regiao das Missoes Jesuiticas, RS, patrimonio historico da humanidade pela UNESCO, administrados pelo IPHAN, Instituto do Patrimonio Historico e Artistico Nacional

São João Batista, sítio arqueológico tombado na região das Missões Jesuíticas, no RS  | Foto: Eneida Serrano/Acervo Iphan

Os povoados missioneiros criados pelos jesuítas e índios Guarani nos séculos XVII e XVIII, em território que hoje engloba parte do Brasil, da Argentina e do Paraguai, deixaram estruturas remanescentes que marcam a história brasileira. Para preservar essas ruínas e sua memória, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada ao Ministério do Turismo, realiza continuamente um trabalho de conservação nos sítios históricos e arqueológicos que compõem o Parque Histórico Nacional das Missões, no Rio Grande do Sul.

Nesta última semana de junho, recomeça mais uma etapa desse trabalho com as obras de conservação e recuperação da frontaria e das arcadas das ruínas da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, no sítio histórico de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões (RS). A obra também inclui as estruturas em ruínas dos sítios de São João Batista e São Lourenço Mártir, localizados nos municípios de Entre-Ijuís e São Luiz Gonzaga, respectivamente. Segundo o Iphan, ao todo, o conjunto de ações conta com investimentos de mais de R$ 656 mil.

Os trabalhos de consolidação nos sítios chegaram a ser iniciados em março, com a execução de serviços preliminares relativos a instalações provisórias, mas foram interrompidos em seguida devido às medidas de segurança recomendadas durante a pandemia do novo coronavírus.

“Agora, as obras serão retomadas, começando pelo sítio de São João Batista, com uma previsão de 12 meses de execução”, revela a direção do Instituto. “Os serviços previstos visam estabilizar estruturas desagregadas, sanar pontos de infiltração e realizar tratamentos para evitar o ingresso de novos pontos de umidade, problemas que decorrem do desgaste natural das edificações ao longo do tempo e de eventuais intempéries.”

 

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