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Professora de Arquitetura e Urbanismo da URI conclui doutorado

Publicado 27/07/2020 às 06:26
Professora Vanessa Tibola da Rocha na apresentação da tese | Foto: URI Erechim

Professora Vanessa Tibola da Rocha na apresentação da tese  |  Foto: URI Erechim

Questionamentos sobre as relações entre o homem e o meio ambiente  foram as diretrizes de pesquisa selecionadas pela professora Vanessa Tibola da Rocha, do curso de Arquitetura e Urbanismo da URI Erechim, para o seu doutoramento no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGEng), da Universidade de Passo Fundo (UPF).

Por videoconferência, em função do distanciamento social, a tese foi defendida no dia 3 de julho. A banca examinadora foi estruturada pelos professores Pedro Domingues Marques Prietto e Marcio Tascheto da Silva (UPF), Rualdo Menegat (UFRGS) e Lisiane Ilha Librelotto (UFSC).

A tese Educação em mudanças climáticas: um estudo de caso em Passo Fundo, sob orientação das professoras Luciana Londero Brandli e Rosa Maria Locatelli Kalil, descreve um modelo para o processo de Educação em Mudanças Climáticas (EMC), considerando no contexto de uma escola pública.

O referencial teórico da pesquisa foi baseado na publicação Climate change in the classroom: UNESCO course for secondary teachers on climate change education for sustainable development, da UNESCO, publicada em 2013, e considerou os reflexos das emergências climáticas no contexto do município de Passo Fundo. O trabalho de tese é parte colaborativa para a Agenda 2030, da ONU, com impacto direto sob os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS )4 – educação de qualidade; e o ODS 13- ação contra a mudança global do clima.

“O tema mudanças climáticas envolve abordagens complexas e é necessário compreender que impactamos sobre o meio em que vivemos, os efeitos negativos (poluição, a produção de resíduos, entre outros) são resultados do processo natural do habitar. No entanto, a Educação em Mudanças Climáticas (EMC) integra abordagem que fazem referência ao modo de habitar, de consumir e preservar os recursos naturais para as próximas gerações”, detalha Vanessa.

A professora acredita que todos precisam contribuir para essa transformação em favor de um desenvolvimento mais sustentável, mas também que existem agentes de transformação local que são fundamentais para a potencialização do saber e da EMC: professores e alunos do Ensino Fundamental. “A pesquisa de doutorado, conforme resultados, contribui para a alteração de comportamento (conforme o pressuposto de investigação da tese), possibilita a inserção do tema ao currículo do ensino fundamental II e valoriza a comunidade escolar”, justifica.

Práticas sustentáveis
Ao longo do processo de EMC, a escola integrante da pesquisa passou a incentivar práticas de sustentabilidade. Entre elas, execução de uma horta escolar, desenvolvimento de hábitos sustentáveis (redução do tempo no banho), separação de resíduos e melhoria no sistema de captação da água da chuvas. “A pesquisa semeou sementes para um futuro melhor e colaborativo. Segundo as previsões do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), os eventos extremos serão, ao longo deste século, mais intensos e frequentes. Por isso, as pessoas precisam se conscientizar e fazer sua parte no processo de mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, finaliza a recém-doutora.

 

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