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Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica lança campanha #ContraOCâncerESemCovid

Publicado 14/09/2020 às 04:55
Imagem: Reprodução www.sboc.org.br

Imagem: Reprodução www.sboc.org.br

Preocupada com o panorama do câncer em tempos de pandemia, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) lança a campanha #ContraOCâncerESemCovid. Os objetivos são fornecer aos profissionais de saúde e à sociedade civil informações relevantes sobre o novo coronavírus, promover debates sobre o assunto e evidenciar o importante papel do oncologista neste momento. “Os oncologistas clínicos estão preparados para ajudar em ambas as lutas – porque, na verdade, ela é uma só: contra a doença e pela vida, de forma plena e segura”, afirma a presidente da entidade, Clarissa Mathias.

Como primeiro passo da campanha, a SBOC realizou uma pesquisa entre seus associados para entender melhor os impactos da pandemia no Brasil. O levantamento foi respondido por 120 membros da Sociedade, que trabalham nos sistemas público, privado ou em ambos. Mais de 74% dos entrevistados informaram que tiveram um ou mais pacientes que interromperam ou adiaram o tratamento por mais de um mês durante a pandemia.

Para Clarissa, a situação é alarmante: “Muitos pacientes portadores de câncer não estão sendo tratados de forma adequada, retardando tratamento e diagnósticos por causa da pandemia”.

Maiores dificuldades
Em relação aos procedimentos, segundo 67,5 % dos entrevistados, a maior dificuldade esteve relacionada à condução de cirurgias. Mas não só isso, para 22,5% dos oncologistas, os exames de seguimento também encararam obstáculos e menos de 1% afirmou que nenhum procedimento sofreu consequências.

Telemedicina
Entre as mudanças que a pandemia provocou ou acelerou está o uso da telemedicina. No início de abril, foi sancionada uma lei que autoriza a prática da telemedicina para todas as áreas da saúde enquanto durar a crise ocasionada pela Covid-19. Essa tendência realmente está sendo incorporada pelos profissionais, pois 64% declararam que passaram a utilizar as teleconsultas.

Conforme o levantamento, nove a cada dez médicos afirmaram que a instituição em que atuam conseguiu adotar medidas eficazes para contornar as dificuldades impostas pela Covid-19. “Com o movimento ‘Contra o Câncer e Sem Covid’, queremos conscientizar os pacientes de que é possível dar andamento ao seu tratamento em segurança, pois as clínicas e hospitais estão aptos a recebê-los”, ressalta a presidente da SBOC.

Redução salarial
De acordo com a pesquisa, 28,57% dos entrevistados afirmam ter havido redução em seus salários em decorrência deste período. E as reduções variam entre menos de 10% até acima de 50%.

Novos diagnósticos
Outro grande ponto de atenção para a SBOC é quanto aos diagnósticos de novos casos de câncer. Clarissa explica que diante de qualquer sinal ou suspeita da doença é fundamental procurar um profissional o mais rápido possível, pois o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura do câncer. “É importante destacar, mais uma vez, que as instituições de saúde estão preparadas e seguindo rígidos protocolos de higiene e segurança para seguir tratando a todos, pacientes com coronavírus ou outras enfermidades, como câncer”, afirma a dirigente. A Sociedade permanecerá se dedicando a transmitir informação de qualidade sobre a Covid-19 e continuará buscando, durante a pandemia e depois dela, maneiras de melhorar o cenário atual de diagnóstico tardio de câncer. O compromisso da SBOC é de proporcionar as melhores alternativas terapêuticas aos pacientes e educação de qualidade aos profissionais da oncologia.”

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