A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) revisou para cima a probabilidade de ocorrência de um Super El Niño em 2026. De acordo com a atualização divulgada nesta quinta-feira (9), a chance de o fenômeno alcançar sua categoria mais intensa passou de 63% para 81%, indicando um cenário de maior preocupação para os próximos meses.
A nova avaliação é resultado do monitoramento contínuo das condições do Oceano Pacífico e da atmosfera. Os especialistas observaram sinais consistentes de fortalecimento do aquecimento das águas superficiais, além de mudanças no comportamento dos ventos, fatores que favorecem a intensificação do fenômeno climático.
Outra mudança apresentada no boletim diz respeito ao período de maior intensidade do El Niño. A previsão agora aponta que o ápice deverá ocorrer entre outubro e dezembro de 2026, antecipando a estimativa anterior, que indicava o intervalo entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
Os meteorologistas também projetam que o El Niño deverá permanecer ativo até o outono de 2027, mantendo influência sobre o clima em diversas regiões do mundo durante esse período.
Impactos no Sul do Brasil
Caso as projeções se confirmem, o Sul do Brasil poderá enfrentar um aumento significativo no volume de chuvas, principalmente durante a primavera e o verão. Historicamente, episódios de El Niño estão associados à ocorrência de precipitações acima da média, temporais mais frequentes, vendavais, alagamentos, enchentes e outros eventos meteorológicos severos.
A intensificação do fenômeno reforça a importância do acompanhamento constante das previsões climáticas por parte dos órgãos de monitoramento, da Defesa Civil e dos municípios, permitindo o planejamento de ações preventivas para reduzir os impactos causados por eventos extremos.
