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Apresentação
Paulo Frizzo

Festival de Dança de Erechim abre 6ª edição com espetáculo “Aquarela do Brasil em Dança e Música”

Publicado 21/08/2026 às 09:48

Abertura oficial será na quarta-feira, 26 de agosto, às 18h,
no CTG Sentinela da Querência, com entrada gratuita

O Festival de Dança de Erechim abre oficialmente sua sexta edição na quarta-feira, 26 de agosto, às 18h, no CTG Sentinela da Querência. Para marcar o início dos cinco dias de programação, o público será recebido com o espetáculo “Aquarela do Brasil em Dança e Música”, uma produção que reúne música instrumental e dança em uma viagem por ritmos, sonoridades e referências culturais de diferentes regiões do país.
A comunidade está convidada a participar da abertura e acompanhar gratuitamente o espetáculo. Assim como toda a programação do Festival, não haverá cobrança de ingresso nem necessidade de retirada ou reserva antecipada. Após a atração de abertura, a programação segue com as Mostras Competitiva e Não Competitiva, dando início às apresentações dos bailarinos inscritos na edição de 2026.
Com 2.020 bailarinos, 115 grupos e escolas, 394 coreografias e representantes de 45 cidades do Rio Grande do Sul, 28 cidades de Santa Catarina e quatro cidades do Paraná, o Festival chega à sexta edição com o maior número de participantes de sua trajetória. A programação segue até domingo, 30 de agosto, reunindo apresentações, oficinas, formação, inclusão e diferentes linguagens da dança.
UMA VIAGEM PELAS CORES E RITMOS DO BRASIL
Escolhido para abrir o Festival, “Aquarela do Brasil em Dança e Música” propõe uma celebração da identidade brasileira a partir do encontro entre a música e o movimento. A formação artística reúne um trio instrumental, com violino, violão e percussão, e dois casais de bailarinos, que conduzem a apresentação por diferentes referências do patrimônio musical e cultural brasileiro.
A concepção parte da ideia de uma “Câmara Popular”, na qual o violão sustenta a base harmônica e rítmica, enquanto o violino acrescenta lirismo e a percussão imprime a pulsação dos diferentes ritmos. A dança completa essa construção, revisitando as raízes brasileiras a partir de uma linguagem contemporânea.
O roteiro é organizado como uma verdadeira viagem pelas cores do Brasil. No Bloco Ocre, a brasilidade clássica aparece já na abertura, com “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, seguida por “Carinhoso”, de Pixinguinha, e “O Trem Caipira”, de Heitor Villa-Lobos.
No Bloco Terra, entram em cena os ritmos ligados ao chão e às fronteiras brasileiras. Xote e baião aparecem em “Asa Branca/Lamento Sertanejo”, acompanhados por “Mourão”, de Guerra-Peixe. O Rio Grande do Sul ganha espaço com uma releitura instrumental de “Milonga de Sete Chaves”, de Vitor Ramil, estabelecendo um encontro musical entre o pampa gaúcho e os ritmos do Nordeste.
Já o Bloco Dourado conduz a apresentação ao gingado urbano, com o choro de “Brasileirinho” e “Tico-Tico no Fubá”, avançando até a Bossa Nova de “Chega de Saudade”. Para encerrar a viagem, o espetáculo retorna a “Aquarela do Brasil”, celebrando a cadência do samba.
CORES TAMBÉM GANHAM MOVIMENTO NO PALCO
A proposta de uma aquarela brasileira não está presente somente no repertório. O conceito visual foi concebido para traduzir a fluidez e a transparência das tintas de uma aquarela em movimento, dentro de uma estética definida como “Brasil Contemporâneo”.
As bailarinas utilizam vestidos de tecidos fluidos, em tons degradê de ouro, terracota, azul e verde, criando rastros de cor durante os movimentos e giros. Os bailarinos vestem tons neutros, com detalhes que dialogam com a paleta dos figurinos femininos. Já os músicos assumem visual mais sóbrio, funcionando, na concepção cênica, como uma espécie de moldura para a composição construída no palco.
A proposta, portanto, vai além de apresentar um repertório conhecido. Música, dança, figurino e movimento são articulados para formar uma leitura contemporânea da diversidade brasileira, percorrendo referências eruditas e populares e aproximando diferentes regiões e tradições.
FESTIVAL COMEÇA COM PROGRAMAÇÃO GRATUITA
A apresentação de “Aquarela do Brasil em Dança e Música” abre uma programação que transforma Erechim em ponto de encontro da dança entre os dias 26 e 30 de agosto. Além das Mostras Competitiva e Não Competitiva, a sexta edição terá Mostra de Dança Inclusiva, Mostra Baby, oficinas e atividades formativas.
A gratuidade é uma das marcas do evento. Além de o público ter acesso gratuito a todas as apresentações, os 2.020 bailarinos inscritos também não pagaram taxa de inscrição. As oficinas oferecem 1.100 vagas gratuitas, e cerca de 250 crianças de escolas públicas de Erechim serão atendidas por atividades formativas.
REALIZAÇÃO
O Festival de Dança de Erechim – 6ª edição é uma promoção da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (ACCIE), com patrocínio da Cavaletti S/A Cadeiras Profissionais, apoio da Prefeitura de Erechim, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Economia Criativa, e do Sesc – Fecomércio, e apoio institucional da Associação Gaúcha de Dança (Asgadan). O Festival conta com financiamento do Pró-Cultura RS – Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria da Cultura, e é realizado por meio da Lei Rouanet – Ministério da Cultura – Governo Federal.
A abertura oficial, portanto, será também o primeiro convite para que a comunidade ocupe o novo espaço do Festival e acompanhe de perto a programação. Na quarta-feira, 26 de agosto, a partir das 18h, o palco do CTG Sentinela da Querência começa a receber as primeiras cores desta grande aquarela. A entrada é gratuita e toda a comunidade está convidada.
SERVIÇO
O quê: Abertura oficial do Festival de Dança de Erechim – 6ª edição
Quando: Quarta-feira, 26 de agosto
Horário: 18h
Onde: CTG Sentinela da Querência
Espetáculo de abertura: “Aquarela do Brasil em Dança e Música”
Entrada: Gratuita
Programação: Após o espetáculo de abertura, iniciam as Mostras Competitiva e Não Competitiva

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