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Governo do Rio Grande do Sul destaca os principais sintomas, como se prevenir e o que fazer em caso de intoxicação por metanol

Publicado 9/10/2025 às 08:48

Diante do aumento do número de casos de intoxicação por metanol relacionados a bebidas adulteradas no país, o governo do Estado reforçou orientações para prevenir, proteger e atender à população, com medidas preventivas, principais sintomas, sinais que podem identificar fraude e o que fazer em eventual caso de intoxicação.

Na manhã desta quarta-feira (8) a SES (Secretaria da Saúde) confirmou o primeiro caso de intoxicação por metanol no Estado após consumo de bebida alcoólica. O paciente é um homem de 42 anos, residente em Porto Alegre, que relatou ter consumido o destilado em São Paulo (SP) no dia 26 de setembro. Após atendimento médico inicial, ele já foi liberado. Outros três casos suspeitos estão em investigação.

O Comitê Intersecretarial, criado pelo governador Eduardo Leite para acompanhar as ações de monitoramento e investigação de possíveis casos no Estado, também publicou nesta quarta-feira nota informativa com orientações técnicas a instituições e municípios sobre ações e procedimentos.

O grupo envolve as secretarias da Saúde, da Segurança Pública e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação. As pastas atuam em conjunto para garantir agilidade e efetividade na resposta a casos suspeitos, articulando diferentes áreas do governo estadual.

Principais sintomas (podem surgir entre 12 e 24 horas após ingestão):

dor abdominal;
visão alterada;
confusão mental;
e náusea.

Esses sinais podem ser confundidos com os de uma ressaca comum. Por isso, ao identificá-los, a pessoa deve procurar imediatamente atendimento médico em uma unidade de emergência.

Na chegada ao serviço de saúde, é essencial informar:

que houve consumo de bebida alcoólica;
o contexto (por exemplo, festa, bar, evento);
o tipo de bebida ingerida;
a presença ou não de rótulo na embalagem;
o horário aproximado da ingestão.
Essas informações ajudam na investigação, no diagnóstico e no tratamento adequados.

O que fazer em casos de suspeita de intoxicação

A Secretaria Estadual da Saúde reforça a importância da atenção dos profissionais de saúde para sintomas compatíveis com intoxicação por metanol e destaca que a notificação rápida é essencial para a adoção de medidas de controle e prevenção. O primeiro passo recomendado é o contato com o CIT (Centro de Informação Toxicológica) do Rio Grande do Sul, disponível pelo telefone 0800-721-3000, com atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana.

O CIT poderá alinhar se o caso se enquadra como suspeito e oferecer orientação especializada ao profissional de saúde, além de apoio para o atendimento clínico imediato. O metanol é uma substância tóxica usada em solventes e produtos químicos, podendo causar danos graves ao fígado, cérebro e nervo óptico – com risco de cegueira, coma e até morte.

Como saber se você está comprando um produto genuíno

Tampa e lacre: evite produtos com lacre rompido, amassado ou sem selo de controle (IPI).
Líquido: desconfie de bebidas com cor estranha, resíduos ou nível de enchimento irregular.
Rótulo: cuidado com erros de grafia, impressão de baixa qualidade, desalinhamento ou ausência de informações em português.
Preço: se estiver muito abaixo do praticado, suspeite.
Local de compra: prefira estabelecimentos regulares e exija sempre a nota fiscal.

Descarte correto de embalagens

O descarte correto ajuda a combater o mercado ilegal. Uma dica é separar a tampa (plástico/metal) e descartar os dois separadamente, além de rasgar ou remover o rótulo. As garrafas podem ser destinadas para pontos de coleta e locais de reciclagem autorizados.

 

FONTE: O Sul

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